Mas os Sapatos permanecem no Tabuleiro: A poesia cênica do gesto glauberiano

Por Carina Scheibe 1 y Maria de Nazaré Cavalcante 2
Universidade Federal de Santa Catarina, Brasil

(Traducción de Antonia Javiera Cabrera)


Patio


Glauber Rocha

Pátio (1958-59): Filme curta - metragem do cineasta baiano-brasileiro -universal Glauber Rocha, poesia concreta que inclui antidiscursividade, imagens, combinatórias, sem palavras, segundo o professor Jair Fonseca 3 , homem muito letrado e que por coincidência é mesmo professor nas letras.

Música erudita de vanguarda dialoga com o eletrônico e o popular, música concreta, mas que ora e outra remete já ao tropicalismo, assim como as bananeiras, e o mar, movimento que se insinua no balanço das folhas e das ondas, mas que só virá daqui a dez anos ou mais.

Pátio, quadrado, xadrez - jogo, xadrez - xilindró, prisão, experimentação, experiência formalista. Forma quadrada, formal, que escoa no xixi. Que então escorre líquido, quente, amarelo, relaxado, livre enfim!

Personagens? Figuras animadas, desanimadas, vivas, mecânicas, quase sempre tensas, num jogo de contensão e ampliação sem nunca chegar de fato no máximo, no êxtase, no orgasmo, no ser eu no ser outro.

Ritmo presente na música em uma sincronia impar mais par, hora no tempo, hora no contra tempo do gesto, do movimento. Pés laterais, caminho de quadrado em quadrado.

Este exercício dialético de oposições; tensão/ relaxamento, rapidez /lentidão, ritmo entre-cortado /fluidez, permeia o filme Pátio no âmbito do gesto, da poesia concreta e em seguida na desconstrução deste concreto, da atuação e do gesto ora mecânico - ora espontâneo. Kommerell citado por Agamben, assim delineia a dialética do gesto :

El inicio es un sentimiento del yo que, en todo posible gesto y especialmente en todo gesto propio, hace experiencia de algo falso; de una deformación del interior, con respecto a la cual toda representación fiel parece una blasfemia contra el espíritu; y que, mirándose en el espejo, divisa un panfleto que le está pegado encima, que se le ha incorporado, incluso, y mirando hacia fuera, ve con consternado estupor en los rostros de sus semejantes sólo un montón de máscaras cómicas [...]. La incongruencia entre apariencia y esencia es fundamento tanto de lo sublime como de lo cómico; el cuerpo, como signo ínfimo, indica lo indescriptible.( KOMMERELL, apud Agamben, 2007, p.2)

O gesto não se esgota na palavra, mas a acolhe generosamente, e traduz o indescritível, o indizível. Também pode se opor a ela e dizer o revés da palavra falada, ao produzir ele mesmo um sentido, um significado, e muito além disto, provocar sensações.

O gesto, indo além do que se diz, ao se opor à palavra dita, provoca tensão, criando um novo texto, mais rico e denso que a palavra solitária. No caso de Pátio, a palavra falada não existe, mas o texto é constituído por elementos musicais, sonoros, imagéticos e gestuais que em movimento, dialogam, entram em conflito e provocam tensão. Hora como um contraponto musical, hora em total dissonância.

Para além do indizível e do conceito de Kommerell que nas palavras de Agamben nos diz que:

El gesto no es un elemento absolutamente no - lingüístico, sino algo que está, respecto del lenguaje, en la relación más íntima y, sobre todo, una fuerza operante en la lengua misma, más antigua y originaria que la expresión conceptual; gesto lingüístico (Sprachgebärde), define Kommerell a esa capa del lenguaje que no se agota en la comunicación y lo acoge, por así decir, en sus momentos solitarios"( AGAMBEN, 2007, p. 2)
O Pátio

No filme Pátio, o gesto apresenta-se como experiência - ação.Considerando gesto como produção, produtor de sentidos, Pavis destaca: (...) a gestualidade do ator (ao menos numa forma experimental de interpretação e de improvisação) como produtora de signos e não como simples comunicação de sentimentos colocados em gestos 'gestualizados' (PAVIS, 1999, p.185) Pátio, exercício cinético, trabalha com atores imbricados nesta proposta na qual o gesto provoca, causa tensão, produz sensações e por si só, é experiência, forma e conteúdo indissociável.

O filme, o olhar da câmera que mostra, e não conta, está igualmente comprometida com este conceito: de produzir signos, de ir além da ilustração e da representação. Retomando o conceito delineado por Pavis:

"Grotowski, por exemplo, recusa-se a separar pensamento e atividade corporal, intenção e realização, idéia e ilustração. O gesto é, para ele, objeto de uma pesquisa, de uma produção -decifração de ideogramas."O gesto teatral como fonte e finalidade do trabalho do ator."Para Grotowski, a imagem de hieróglifo é sinônimo de signo icônico intraduzível que é tanto o objeto simbolizado como o símbolo". (PAVIS, 1999, p.185)

Pátio, é um ideograma. E se pensarmos que:

(...) el verso poético es, en esencia, gesto(...)
(... La prosa es, ante todo, entenderse con respecto a un contenido; el verso es además de esto y de modo más decidido, gesto expresivo")
"(...) el poeta aparece como el que"se quedó sin palabras en el hablar y murió por la verdad del signo. "( AGAMBEN, 2007, p. 2 e 3)

Pátio é cinema poesia e Glauber um poeta do/no cinema.

Sem a existência de um "texto falado", o "texto poético mostrado" vai se construindo no decorrer. Diante do filme o espectador é convidado a entrar, a compartilhar e a construir sua própria leitura. O convite feito ao espectador por Glauber em Pátio, é de experienciar: Experiência e ação estética do ponto de vista de quem está fazendo e de quem esta assistindo, sentindo. O verbo é estar: Eu , tu, nós, eles, estamos agora, vivenciando, criando juntos um sentido, experimentando sensações que aqui e agora estão se construindo. A leitura não é antes nem depois, é presente, sentimos no corpo e na alma, como que uma lufada de sensações causadas por uma tempestade, que desaba sobre nós de supetão, uma ventania que nos pega pelados, totalmente desprevenidos, desarmados.

Experimento sensorial, sensual, erótico. Jogo tátil no resvalar, no rolar, no roçar no tabuleiro, eu com o outro. Pavis concordando em particular com Michel Corvin nos fala que o mesmo tem razão em insistir

na polissemia da imagem, na sua faculdade de produzir semiotizações ambíguas e polissêmicas. A encenação não é somente uma produção de sentido (assim redutível aos significados), porém é também uma produção de sensações (conseqüentemente, de significantes que transmitem e interpelam o espectador sem que o mesmo saiba ao certo o que aquilo quer dizer).
Esta percepção da materialidade do espetáculo, da corporalidade dos atores, faz parte da experiência teatral; é esta sedução, esta insatisfação do desejo que impede que a encenação se reduza a um sentido terminal e a uma decodificação de signos ou de intenções. (Pavis, 2007 p.29)

O filme Pátio, assim como as obras cinematográficas de Glauber Rocha no geral, se aproximam deste conceito de encenação teatral, tanto pela atuação dos atores como pela forma -conteúdo mostrada, intemporal, universal, "poetizada", alegórica:

Se no símbolo, esquematicamente, forma e conteúdo são indissociáveis, se o símbolo é "aparição sensível" e por assim dizer natural da idéia, na alegoria a relação entre a idéia e as imagens que devem sucitá-la é externa e do domínio da convenção.Significando uma idéia abstrata com que nada têm a ver, os elementos de uma alegoria não são transfigurados artisticamente: persistem na sua materialidade documental, são como que escolhos da história real, que é a sua profundidade. (SCHWARZ, 1978, p. 78)

O Jogo, e o jogar das figuras e de Glauber com o outro - atores, com o outro - espectadores, no meio de tanta poesia concreta é o avesso do concreto é lugar que não se chega é o que não se alcança, não se pega, não se tem.

De novo jogo, ele joga com as sensações do duro e do mole, do frio e do quente, do vento, da água, da rocha, do fogo presente na figura humana viva. E no silêncio, na pausa de som e ruídos, nos deixa sentir mais. Jogo de contato. Jogo de foco, paft, paft, foi. Desconstruindo toda esta concretude com um xixi.

E eles - pessoas, eles máquinas, saem do quadrado branco e preto, bananeiras ao redor, parede de pedra.

O que resta de orgânico, de natural, de espontâneo? Tudo aquilo que vimos não o era? É, mas era jogo. Um improviso que tinha um fim, uma proposta, como ponto de partida. Será?

Figuras saem do quadro mais os sapatos permanecem no tabuleiro.

Sem sapatos, sem nada, fora do xadrez, começar tudo...? Sem lenço sem documento, nada nos bolsos ou nas mãos eu quero seguir vivendo... (Caetano Veloso) Eta clichê chiclete, bão!

Os Três Sapatos, As Duas Figuras Humanas: A estética além da fronteira

Pátio é a representação em espaço de memórias e sensações. É o que causa esse primeiro curta-metragem de Glauber Rocha, a realização experimental no cinema, com um jogo de xadrez humano, em que cada parte é uma peça. O cineasta nos provoca a pensar como espectador pós-moderno o seu cinema e o contexto de globalização.

Glauber Rocha

Já no início da carreira Glauber estréia um filme complexo, hermético e com uma clara intenção de experimentação; estratégia que percorre seu fazer artístico até no último filme produzido antes de sua morte, a Idade da Terra.

Pátio foi um filme rodado na Bahia, em preto e branco, de 11 minutos, traz no elenco sua primeira esposa, Helena Ignez contracenando nos mosaicos em preto e branco com Solon Barreto. O filme trabalha com enquadramentos, como jogos de quebra-cabeças, mostrando a fruição de sentidos. Como dizia o diretor em depoimentos: "o filme quer criar"estados", não quer mostrar nada, dizer nada". Mas o filme Pátio nos diz muito. E nos provoca a pensá-lo cinqüenta anos depois. Podemos ver nas experimentações de Glauber o cinema que ainda hoje se distancia dos grandes cinemas de massa, o cinema denúncia, o cinema documentário, o jogo de câmera e de atores em espaços exóticos que querem dizer algo mais que o cinema global. Glauber sempre foi um visionário, mesmo quando buscou em seu filme uma preocupação formal em termo de cenografia e na montagem.

Pátio toma como elemento de enquadramento os mosaicos, o visual, o poético e o movimento humano no interior. O movimento no Brasil do concretismo surge na mesma época do curta, por volta do final dos anos cinqüenta. Os poetas começam a fazer poesia rompendo com o verso e a sintaxe tradicional, elaborando texto com substantivos concretos, o emprego do som, da cor, da linha. Os poetas brasileiros apresentam, com seus poemas, uma realidade em si, não um poema sobre a realidade. Pátio utiliza essa comunicação, a seqüência do jogo com corpos e partes se tocando, os fragmentos do lugar; o som, os acontecimentos num tabuleiro. Nisso se encaixam características básicas do movimento concreto: o ideograma, a metacomunicação, a polissemia e a estrutura verbicovisual o que para os concretistas seria a convergência do campo visual, do aspecto gráfico da letra, da cor e da disposição das letras. Em Pátio, as letras são os corpos que são tão bem fragmentados e concatenados dentro do tabuleiro. O jogo do foco. O paft...Paft...O som e a comunicação pelo visual.

Ivana Bentes, professora de cinema, em "O Devorador de Mitos" capítulo do livro Cartas ao Mundo, afirma que um aspecto impressionante dos filmes de Glauber, ou até mesmo de sua vida, é o excesso de sentido que traz ao mundo. O cineasta se expõe como sujeito do discurso, sujeito do desejo, um crítico cultural, um político; é um sujeito plural. Como observamos em Pátio, já no início de carreira encontramos um grande monumento da cultura latino-americana que estendia seus sonhos e suas realizações cinematográficas para além das fronteiras do convencional. A pesquisadora afirma que o cineasta trazia em si um "fogo de realização", uma espécie de desejo de mudança, já nos anos cinqüenta, quando realiza esse curta-metragem. O entusiasmo ajuda na influência de toda uma geração. O que vai preceder todo o discurso do Cinema Novo, que virá à tona nos anos sessenta. Bentes comenta:

"O tom é impositivo, uma série de tarefas, obras e filmes, como e por que fazer. Uma espécie de reforma agrária-estética-cinematográfica, distribuindo regiões do Brasil, roteiros e temas possíveis entre os cineastas, num desejo de mapear estética e politicamente o país." (BENTES, 1997, p.19).

Glauber Rocha sempre pensou o Brasil compondo com outros países em termos culturais, e seu cinema é um referencial de leitura ainda hoje dessa possível composição que infelizmente ficou estagnada pelo atraso cultural em que o país afundou nos períodos militar e pós-militar. Como afirma Bentes: ... é uma abertura de Glauber para o mundo, uma ênfase em projetos"nacionais-universais", e o que está em questão não é apenas o Brasil ou a América Latina, mas a relação entre diferentes civilizações, entre o Ocidente e Oriente. (BENTES, 1997, p.52).

O cineasta aqui, amplia a perspectiva de criação estética nacionalista e defende a expressão de um cinema, ou mesmo uma cultura com perspectiva globalizada, incluído nesse discurso conceitos bastante contemporâneos como: multiculturalismo, pós-colonialismo ou mesmo pós-modernidade. Quanto a esse pensamento a pesquisadora afirma:

Glauber faz uma reflexão a quente desses contextos emergentes, nem sequer diagnosticados ou vislumbrados, verdadeiro inconsciente cultural que iria emergir. Chega ao Brasil com uma visão ampla, lúcida, dessas transformações em curso, tendo rodado o mundo, tendo freqüentado uma elite político-cultural (BENTES, 1997, p.57)
Graffite

As trocas culturais com as quais sonha o cineasta brasileiro já na metade do século XX é a disseminação das relações transculturais ou multiculturais, talvez como um visionário ingênuo sem antever que no mundo global as relações ocorrem pelo veio mercadológico; e que o mundo está divido em dois grandes pólos geopolíticos de países periféricos e do outro lado, os detentores dos mercados de consumos por estes. Glauber nesse vislumbrar esquecera que o país de sua representação identitária se esmaeceria entre os traços local e global e isso dificultaria a realização de seus projetos nacionais-universais.

O pesquisador latino-americano, Néstor Canclini, discutindo a respeito de globalização cultural, afirma que há um pensamento imaginado sobre a Globalização vislumbrado nos sujeitos coletivos e individuais, e toma como exemplo, os produtores de cinema e televisão, artistas e intelectuais, que desejam inserir seus produtos em mercados mais amplos, ficam bastante estimulados frente a ampla divulgação e rentabilidade de seus trabalhos, esse desejo enfrenta um outro lado da Globalização, que é a mercadológica; que termina por excluir um grande número de trabalhos desse circuito global.

E quanto às perspectivas do futuro da arte nestes países, o pesquisador acrescenta: As novas fronteiras da desigualdade separam cada vez mais quem é capaz de se conectar a redes supranacionais de quem é abandonado em seu reduto local (CANCLINI, ano 2003, p.31) Realizando uma leitura sobre a produção de Glauber Rocha, encontramos o autor do curta Pátio, defendendo uma disseminação cultural e como um dos tantos que foram incluídos num grande número de produtores de arte, engolidos pelo outro lado da globalização, a que exige estatuto de cultura de referência da arte européia e dos Estados Unidos.

Em sua intensidade de artista, Glauber não conseguia aceitar a mesquinhez da multiculturalidade comercial que engolia a representação local em detrimento de uma imposição homogênea dos países ditadores dos caminhos da cultura global. Glauber foi um dos excluídos na constituição dessa cultura Global. Foi parte dessa fragmentação que ocorre na globalização. Em Pátio o jogo de tabuleiro; os três sapatos, as duas figuras humanas, as imagens triangulares, as representações subjetivas apresentam um cinema na década de cinqüenta do século XX em êxtase e potencialmente poético. O grande representante do cinema novo no Brasil, já apresentava nesse curta-metragem uma estética que iria além dos estados fronteiriços.

Referencias bibliográficas:


AGAMBEN, Giorgio. Kommerel, O Del Gesto [Trauducido por Flavia Costa y Edgardo Castro]. In: La potencia del pensamiento 1ª-ed. Buenos Aires: Adriana Hidalgo, 2007.

BENTES, Ivana. O Devorador de Mitos. In: ROCHA, Glauber. [Org. de Ivana Bentes] Cartas ao Mundo. São Paulo:Companhia das letras, 1997.

CANCLINI, Nestor García. A Globalização Imaginada.[Tradução de Sérgio Molina]. São Paulo: Editora Iluminuras, 2003.

FONSECA, Jair Tadeu. A crítica de Glauber Rocha: escrita artista. In: ANTELO, Raul; CAMARGO, Maria Lucia (org.). Pós - Crítica. Florianópolis: Letras Contemporâneas, 2007.

PAVIS, Patrice. Dicionário de Teatro. [Tradução de J. Guinsburg e Maria Lúcia Pereira.], São Paulo, Editora Perspectiva, 1999.

PAVIS, Patrice. O teatro no cruzamento de culturas. [Tradução de Nanci Fernandes], São Paulo: Perspectiva, 2008.

SCHWARZ, Roberto. O Pai de Família e outros estudos.Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1978.

XAVIER, Ismael. Glauber Rocha: O Desejo da História. In: O Cinema Brasileiro Moderno. São Paulo: Paz e Terra, 2001.

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1 Carina Scheibe
Bolsista de Mestrado do CNPq - Brasil
Possui graduação em Licenciatura em Educação Artística - Artes Cênicas pela Universidade do Estado de Santa Catarina (1996). Tendo como formação complementar o curso: Teatro da Imaginação, realizado no Teatro Vento Forte- SP, coordenado por Ilo Krugli. Foi professora efetiva do Colégio de Aplicação da UFSC de 1999 a 2004. Participou da Pesquisa ' Clown Uma Investigação do Ator"junto ao grupo Teatro Jabuti coordenado pelo Ator-pesquisador Ésio Magalhães do Barracão Teatro- Campinas. Atualmente é aluna regular da Pós graduação em Letras - Literatura - Mestrado, da UFSC e atriz do grupo Teatro Jabuti.


2 Maria de Nazaré Cavalcante de Sousa
Mestre em Literatura Brasileira pela Universidade Federal de Santa Catarina. É professora de Literatura Brasileira no colégio de Aplicação da Universidade Federal do Acre. Atualmente é Doutoranda em Teoria Literária pela Universidade Federal de Santa Catarina.

3 Prof. Dr. Jair Tadeu da Fonseca da Universidade Federal de Santa Catarina, durante o 1o- semestre de 2009 ministrou a disciplina "Cinema de Glauber Rocha" na Pós - graduação em Letras - Literatura. É pesquisador do cinema novo e do cinema Glauberiano, tendo já publicado vários artigos sobre o mesmo.
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20 de julio de 2009

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